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o brincar

Atualizado: 7 de Nov de 2019

Cuidar do outro, de si mesmo, da natureza e dos animais. “Eu não consigo!”.. “Espera, me dá a sua mão que eu te ajudo!”



Refletindo sobre todos esses anos, convivendo com as crianças veio o desejo de compartilhar um pouco do que acontece em nosso dia a dia aqui na Ciranda.

O desenvolvimento, individual e do grupo como um todo, acontece com uma riqueza imensa de aprendizados, conquistas, “frustrações” e crescimento do Ser.

São muitas as brincadeiras, os brinquedos inventados, as descobertas de novos amigos, de novas possibilidades, desafios e encantamentos diante da vida que se abre a cada novo dia.


Costumamos dizer que aqui na Ciranda nunca um dia é igual ao outro e a imprevisibilidade de como será o nosso dia é que torna o nosso trabalho com as crianças mais rico, mais desafiador, mais dinâmico e mais alegre.


São muitos os momentos de aprendizado, brincadeiras e descobertas, muitas aventuras!, Sentir o perfume das flores das laranjeiras no outono, da Lavanda e do pão assando no forno para o nosso lanche, cheiro de pipoca… As descobertas de caminhos “mais difíceis” no bambuzal. Banhos de bica e de chuva, presenciar o nascimento dos pintinhos, colher ovos, plantar.

Tantos são os desafios: conquistar o amigo que não quer deixar entrar na brincadeira, fazer acrobacias nas cordas das balanças, chegar até o lugar “perigoso” no bambuzal, pegar um pintinho na mão, pular de um pé só, virar cambalhotas, correr mais que um foguete, escorregar no barranco com papelão, parar e ficar olhando pro céu…


Brincadeiras de capa e espada invocando todos os super-heróis mais poderosos. Ser a mamãe, o papai, a filhinha(o), ser o mais velho(a), ser o cachorro, o gato, o tigre. Ser do mau, ser do bem. Fazer labirintos, desenhos, mapas, brincar de escrever, “trabalhar” para deixar a Ciranda mais bonita nos dias de festa. Quando chegam crianças menores (os bebês) é sempre um desafio para os grandes o cuidado com os “pequenos”. Fazer micagem para eles rirem, não girar forte no gira-gira quando tem um pequeno junto, deixá-los receber o lanche primeiro, ajudar a trocar fraudas:- “Gi, como ela é fofinha, né?” Ter paciência, muita paciência: -“Socorro Gi, tira esse bebê daqui, ele vai destruir todo o meu castelo!”.


Construímos uma casa de “Bambu à pique”. Preparar os bambus, preparar o barro, pisar o barro. Jogar o barro para fechar as paredes. Uma casa de verdade feita totalmente com os recursos do lugar onde ocupa a Ciranda. As crianças puderam vivenciar todo o processo de construção onde todos trabalharam pais, crianças e educadores. Realmente foi um aprendizado que envolveu vários aspectos do conhecimento e da alegria no desenvolvimento do Ser.


A relação de cumplicidade, respeito e verdade com as crianças e com os pais nos fortalece e nos aponta a direção para um trabalho melhor a cada ano. “O mundo possui muitas mentes brilhantes, mas hoje o mundo precisa de CORAÇÕES BRILHANTES”. S.S. Dalai Lama

“A atual geração tem o desafio de reequilibrar a natureza, repensar a tecnologia, descobrir economias autossustentáveis e, afeições e expressões sagradas. Para isso, ela deve buscar entender a natureza, o universo e, consequentemente, o Ser. Essas palavras formosas falam sobre isso – e sobre a formação de CORAÇÕES VALOROSOS”. Kaká Wera Jacupé

Acredito que as experiências vividas aqui na Ciranda contribuem muito para que nossas crianças tenham corações brilhantes e valorosos.

É incrível como nessa relação de cumplicidade e de respeito, as crianças se expressam com liberdade e espontaneidade sem medo de serem julgadas, repreendidas, sem medo de errar. O seu olhar para o mundo também é livre de julgamentos porque o mundo que a cerca é ela. É essa relação que eu procuro manter com elas no convívio do dia a dia.


A expressão espontânea da criança depende de um ambiente que a acolha, que a respeite e que garanta essa liberdade e é assim que deveria ser sempre.

Gosto de estar com as crianças, isso me faz sentir viva e alegre todos os dias. Quando olho as crianças brincando livres vejo a esperança no Ser Humano feliz, inteiro, vejo a harmonia entre todas as coisas do mundo. São esses momentos  que procuro preservar.

Gisela Schiavo, Fundadora e educadora da Ciranda



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